MUQUÉM:
PRIMEIRO, A DEVOÇÃO A SÃO TOMÉ,
DEPOIS, À NOSSA SENHORA DA ABADIA
Em 1858, Bernardo Guimarães escreveu o livro O Ermitão de Muquém. A obra foi publicada 11 anos depois. É considerada pioneira na literatura regionalista e tornou conhecida a região goiana para onde se dirigiam anualmente milhares de fiéis.
Uma publicação de 1845 (Dicionário Geográfico, Histórico e Descritivo do Império do Brasil) já falava da romaria do Muquém e dos romeiros que vinham "de muito longe implorar à Senhora da Abadia". Falava também dos milagres que ocorriam "todos os anos" e eram atribuídos à santa.
Mas a comunidade do Muquém, em seus primórdios, dedicou sua devoção a outro santo, não à Nossa Senhora da Abadia. A primeira capela erguida no local foi consagrada à São Tomé, por volta de 1740. O primeiro nome da comunidade, aliás, foi São Tomé de Muquém.
Depois foi trazida para a capela a imagem que passou a atrair os romeiros.
Atualmente, há no Muquém um santuário dedicado à Nossa Senhora da Abadia. É um dos maiores do país e nele cabem 28.000 pessoas sentadas.
"Lá bem longe, no coração dos desertos, em uma das mais remotas e despovoadas
províncias do Império, existe uma das mais notáveis e concorridas dessas romarias..."
(Bernardo Guimarães)
Foto: Santuário Diocesano Nossa Senhora da Abadia de Muquém
Dicionário Geográfico, Histórico e Descritivo do Império do Brasil (1845)
SAIBA MAIS:
Link - Romaria de Muquém (ALEGO)
25.08.2021

