PEDACINHOS DA HISTÓRIA GOIANA (n. 19)


A COLÔNIA BLASIANA DE SANTA LUZIA (LUZIÂNIA)


Em Luziânia, existiu uma colônia agrícola que mereceu atenção especial do governo de 1881 a 1895. Chamava-se Colônia Orfanológica Blasiana. Acolhia filhos de escravos que eram livres (em razão da Lei do Ventre Livre, aprovada em 1871) e outras crianças em situação de pobreza e abandono.

O grande destaque da colônia era o seu esforço inovador para estudar e aplicar novas técnicas de produção agrícola. Era um ambiente educativo e científico, com o foco voltado para a melhoria da agricultura goiana.

A Colônia Blasiana se tornou respeitada. O seu diretor, Joseph Álvares de Mello, recebia visitantes e lhes apresentava o trabalho que era desenvolvido no local. O padre Raymundo des Genettes esteve na colônia em 1882 e se mostrou muito satisfeito com o que viu: um lugar agradável, bem cuidado e com crianças bem tratadas.

O governo imperial contribuía "com a quantia de 500$ anuais por conta da verba destinada à educação de ingênuos" (ingênuo era o nome dado ao filho de escrava protegido pela Lei do Ventre Livre). Nos relatórios oficiais, a colônia recebia vários elogios.


Relatório do Ministério de Agricultura, Comércio e Obras Públicas (1882).
Blasiana vem do nome Braz. Era uma referência ao juiz
Braz Bernardino Tavares, que fundou a colônia.



SAIBA MAIS:
A agricultura moderna no Planalto Central: a experiência da Colônia Blasiana (1881-1895), na atual Luziânia, Goiás, Brasil.
Mário Roberto Ferraro (UEG)
Link:  artigo.

11.11.2020